Choropedia
Principais nomes do choro: gerações e história
Conheça os principais compositores e instrumentistas do choro, organizados por gerações desde o Império até a contemporaneidade. Panorama histórico essencial.

O choro se desenvolveu ao longo de diferentes gerações de compositores, instrumentistas e arranjadores que ajudaram a formar sua linguagem, seu repertório e sua prática coletiva. Mais do que uma sequência cronológica, essa linhagem revela uma tradição viva, transmitida entre rodas, gravações, conjuntos, escolas e encontros musicais.
A lista abaixo reúne alguns dos principais nomes ligados à história do choro, organizada por gerações. Ela não pretende esgotar o tema, mas oferecer um panorama inicial de figuras fundamentais para a formação, consolidação, renovação e continuidade do gênero.
Primeira Geração — Império: O Nascimento do Choro
- Henrique Alves de Mesquita (1830–1906)
- Chiquinha Gonzaga (1847–1935)
- Callado (Joaquim Antônio da Silva Callado / J. Calado) (1848–1880)
- Viriato Figueira
- Sátiro Bilhar
- Ernesto Nazareth (1863–1934)
Segunda Geração — Início da República: Florescimento
- Anacleto de Medeiros (1866–1907)
- Irineu de Almeida
- Patápio Silva (1880–1907)
- Álvaro Sandim
- Zequinha de Abreu (1880–1935)
- João Pernambuco (1883–1947)
- Villa-Lobos (1887–1959)
- Albertino Pimentel (1874–1929)
- Candinho Silva (1879–1960)
- Louro (1894–1956)
- Mário Álvares (1876–1909)
Terceira Geração — 1919 a 1930: Consolidação
- Pixinguinha (1897–1973)
- Benedito Lacerda (1903–1958)
- Luperce Miranda (1904–1977)
- Meira (Jayme Florence) (1909–1982)
- Donga (Ernesto dos Santos) (1890–1974)
- Bonfiglio de Oliveira (1894–1940)
- Luís Americano (1900–1960)
- Nelson Alves (1895–1960)
- Romeu Silva (1893–1958)
- Romualdo Miranda (1897–1971)
Quarta Geração — 1927 a 1946: Época de Ouro do Rádio
- Dilermando Reis (1916–1977)
- Rubens Leal Brito
- Radamés Gnattali (1906–1988)
- Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) (1915–1955)
- Antenógenes Silva (1906–2001)
- Carolina Cardoso de Menezes (1916–1999)
- Copinha (1910–1984)
- Dante Santoro
- Gaó
- Gastão Bueno Lobo
- José Rielli
Quinta Geração — 1945 a 1950: A Pequena Fase de Ouro
- Dino 7 Cordas (Horondino José da Silva) (1918–2006)
- Jacob do Bandolim (1918–1969)
- Waldir Azevedo (1923–1980)
- Bola Sete (Djalma de Andrade) (1923–1987)
- Canhoto da Paraíba (1929–2008)
- Abel Ferreira (1915–1980)
- Altamiro Carrilho (1924–2012)
- Avena de Castro (1919–1981)
- Chiquinho do Acordeom (1928–1993)
- Déo Rian (1944–2024)
- K-Ximbinho (1917–1980)
- Pedroca
- Raul de Barros
- Severino Araújo (1917–2012)
- Sivuca (1930–2006)
- Maestro Carioca
Geração do Renascimento e Contemporânea — a partir da década de 1970
A partir da década de 1970, o choro passa por um forte movimento de revitalização, impulsionado por músicos, pesquisadores, rodas, gravações e instituições dedicadas ao gênero. Essa fase não apenas preserva a tradição, mas também amplia o repertório, o ensino e a projeção do choro no Brasil e no exterior.
- Raphael Rabello (1962–1995)
- Armandinho Macêdo (1953–), conhecido como Armandinho do Recife
- Cristóvão Bastos (1946–)
- Henrique Cazes (1959–)
- Hermeto Pascoal (1936–2025)
- João Lyra
- Joel Nascimento (1937–)
- Luciana Rabello (1961–)
- Maurício Carrilho (1957–)
- Paulinho da Viola (1942–)
- Paulo Aragão (1976–)
- Paulo Moura (1932–2010)
- Rogério Caetano (1977–)
- Marcílio Lopes (1960–)
- Yamandu Costa (1980–)
Considerações finais
Esses nomes ajudam a traçar uma linha histórica do choro, desde seus primeiros formadores no século XIX até músicos responsáveis por sua permanência e renovação nos séculos XX e XXI. Cada geração contribuiu de modo particular para o desenvolvimento do gênero, seja na composição, na interpretação, no acompanhamento, no arranjo, na improvisação ou na difusão do repertório.
Como todo panorama histórico, esta seleção pode ser ampliada e aprofundada. Ainda assim, ela oferece uma base sólida para compreender alguns dos nomes mais importantes da tradição do choro.
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