Choropedia

Principais nomes do choro: gerações e história

Conheça os principais compositores e instrumentistas do choro, organizados por gerações desde o Império até a contemporaneidade. Panorama histórico essencial.

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Chorinho, Portinari (1942)

O choro se desenvolveu ao longo de diferentes gerações de compositores, instrumentistas e arranjadores que ajudaram a formar sua linguagem, seu repertório e sua prática coletiva. Mais do que uma sequência cronológica, essa linhagem revela uma tradição viva, transmitida entre rodas, gravações, conjuntos, escolas e encontros musicais.

A lista abaixo reúne alguns dos principais nomes ligados à história do choro, organizada por gerações. Ela não pretende esgotar o tema, mas oferecer um panorama inicial de figuras fundamentais para a formação, consolidação, renovação e continuidade do gênero.


Primeira Geração — Império: O Nascimento do Choro

  • Henrique Alves de Mesquita (1830–1906)
  • Chiquinha Gonzaga (1847–1935)
  • Callado (Joaquim Antônio da Silva Callado / J. Calado) (1848–1880)
  • Viriato Figueira
  • Sátiro Bilhar
  • Ernesto Nazareth (1863–1934)

Segunda Geração — Início da República: Florescimento

  • Anacleto de Medeiros (1866–1907)
  • Irineu de Almeida
  • Patápio Silva (1880–1907)
  • Álvaro Sandim
  • Zequinha de Abreu (1880–1935)
  • João Pernambuco (1883–1947)
  • Villa-Lobos (1887–1959)
  • Albertino Pimentel (1874–1929)
  • Candinho Silva (1879–1960)
  • Louro (1894–1956)
  • Mário Álvares (1876–1909)

Terceira Geração — 1919 a 1930: Consolidação

  • Pixinguinha (1897–1973)
  • Benedito Lacerda (1903–1958)
  • Luperce Miranda (1904–1977)
  • Meira (Jayme Florence) (1909–1982)
  • Donga (Ernesto dos Santos) (1890–1974)
  • Bonfiglio de Oliveira (1894–1940)
  • Luís Americano (1900–1960)
  • Nelson Alves (1895–1960)
  • Romeu Silva (1893–1958)
  • Romualdo Miranda (1897–1971)

Quarta Geração — 1927 a 1946: Época de Ouro do Rádio

  • Dilermando Reis (1916–1977)
  • Rubens Leal Brito
  • Radamés Gnattali (1906–1988)
  • Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) (1915–1955)
  • Antenógenes Silva (1906–2001)
  • Carolina Cardoso de Menezes (1916–1999)
  • Copinha (1910–1984)
  • Dante Santoro
  • Gaó
  • Gastão Bueno Lobo
  • José Rielli

Quinta Geração — 1945 a 1950: A Pequena Fase de Ouro

  • Dino 7 Cordas (Horondino José da Silva) (1918–2006)
  • Jacob do Bandolim (1918–1969)
  • Waldir Azevedo (1923–1980)
  • Bola Sete (Djalma de Andrade) (1923–1987)
  • Canhoto da Paraíba (1929–2008)
  • Abel Ferreira (1915–1980)
  • Altamiro Carrilho (1924–2012)
  • Avena de Castro (1919–1981)
  • Chiquinho do Acordeom (1928–1993)
  • Déo Rian (1944–2024)
  • K-Ximbinho (1917–1980)
  • Pedroca
  • Raul de Barros
  • Severino Araújo (1917–2012)
  • Sivuca (1930–2006)
  • Maestro Carioca

Geração do Renascimento e Contemporânea — a partir da década de 1970

A partir da década de 1970, o choro passa por um forte movimento de revitalização, impulsionado por músicos, pesquisadores, rodas, gravações e instituições dedicadas ao gênero. Essa fase não apenas preserva a tradição, mas também amplia o repertório, o ensino e a projeção do choro no Brasil e no exterior.

  • Raphael Rabello (1962–1995)
  • Armandinho Macêdo (1953–), conhecido como Armandinho do Recife
  • Cristóvão Bastos (1946–)
  • Henrique Cazes (1959–)
  • Hermeto Pascoal (1936–2025)
  • João Lyra
  • Joel Nascimento (1937–)
  • Luciana Rabello (1961–)
  • Maurício Carrilho (1957–)
  • Paulinho da Viola (1942–)
  • Paulo Aragão (1976–)
  • Paulo Moura (1932–2010)
  • Rogério Caetano (1977–)
  • Marcílio Lopes (1960–)
  • Yamandu Costa (1980–)

Considerações finais

Esses nomes ajudam a traçar uma linha histórica do choro, desde seus primeiros formadores no século XIX até músicos responsáveis por sua permanência e renovação nos séculos XX e XXI. Cada geração contribuiu de modo particular para o desenvolvimento do gênero, seja na composição, na interpretação, no acompanhamento, no arranjo, na improvisação ou na difusão do repertório.

Como todo panorama histórico, esta seleção pode ser ampliada e aprofundada. Ainda assim, ela oferece uma base sólida para compreender alguns dos nomes mais importantes da tradição do choro.

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